
Eu acho que eu sou o único blogayro
non grato que não foi convidado para nenhuma cabine do filme "Do começo ao fim". Não é picuinha não, mas o filme não vale a celulose em que foi revelado. Quando o filme terminou, vááááárias pessoas na sala falaram alto: "ué, acabou?" A essa altura, você já deve saber que o filme é um softcore sem conflito nenhum. Praticamente um "Lua nova" para gays que só se garante na estética e no sexo, mas de trama tão profunda quanto uma colher de chá. Tudo é muito lindo, muito perfeito, muito comercial de Qualy, comercial de Davene, comercial de Gillette. As sequências em câmera lenta com música incidental são legais, mas tipo... lá pela 1000º vez, cansa! Disseram que o filme teve patrocinadores que não quiseram se identificar. Bom, a Apple está gritando no filme. Todo mundo tem iPod, Macbook, iMac. Isso sem contar a mansão no Alto da Boa Vista e o fusquinha conversível. Até novela do Manoel Carlos tem mais conflito que isso, nem que seja a vilã tentando roubar o marido da Helena da vez.
Eu fui ao cinema com o Diego que comenta aqui no blog. Comentário dele durante o filme: "o loirinho nunca aparece de nu frontal, deve ter pinto pequeno". HUAHUAHUA! MORRY! Resumindo: quer ver dois bonitões se pegando? Baixe um filme da Falcon ou da Bel Ami.
Pequenos
nitpicks meus: Faltou dinheiro para fechar a pracinha em San Telmo e contratar figurantes? Todas as pessoas na rua estão olhando para a câmera - Em dezembro de 1992 não existia Rede Shop, kombi fazendo lotada legalizada, Escort 97 rodando em Buenos Aires, nem terminal 2 do Galeão - Não sei quanto a outras salas, mas no Estação Vivo Gávea, a imagem não preenchia toda a tela, apesar de ter a mesma proporção.
PS.: para quem não entendeu o título do post, veja
aqui.