domingo, 31 de maio de 2009

Relíquias do passado

O post desta madruga foi inspirado num achado que meu pai resgatou e trouxe e para casa ontem: dois álbuns de fotografias que perteciam ao meu avô paterno. Eu viajei um século no tempo através dessas fotos, boa parte delas com parentes que eu nem cheguei a conhecer.

Meu bisavô todo trabalhado na bengala e no chapéu.

Meu bisavô à esquerda, morando os últimos anos da sua vida em São Paulo.

Meu avô ao centro com 2 irmãos.

Essa foto só tem parentes e amigos não-identificados, mas sente só a produção da época.

Essa foi a foto que mais me impressionou. Foi tirada em 1910 (quase um século!). Mostra meus bisavós e duas tias-avós. Meu avô nem era nascido.

O outro álbum tem mais algumas raridades, como fotos do meu avô como membro da FEB em campanha na Itália perambulando por Pisa com colegas americanos em 1945.



No sentido horário, a partir do alto à esquerda: Meu avô é o 4º à esquerda; meu avô de capacete; meu avô tirando onda na estátua do rei Vitor Emanuel II e em frente ao batistério da cidade (não é a torre! é a foto que está torta mesmo).

Eu cheguei a conviver com duas bisavós. A última que morreu foi justo a avó paterna do meu pai (foto ao lado), com 98 anos de idade (ô!). Ela era italiana e é através dela que eu e meu pai estamos tentando rastrear documentos da chegada dela ao Brasil. Ela veio duas vezes para cá: uma com dois anos de idade, depois retornou à Itália e voltou para o Brasil de vez já adolescente. Está sendo um inferno localizar os dados dela já que os registros de antigamente não faziam muita questão de manter a grafia original dos nomes dos imigrantes. Se algum leitor já tiver percorrido esse martírio de pesquisar os ascendentes com fins de tirar cidadania italiana e quiser compartilhar alguma dica, eu agradeço.

Aliás, isso me faz pensar numa coisa: será que as novas gerações ainda vão conhecer seus bisavós? Meus pais ainda estavam nos seus 20-e-alguns anos quando meu irmão nasceu. Meu irmão agora já tem 32, está casado, mas nem sinal de sobrinhos para mim. Do nosso lado da família só nos resta um avô materno com 82 anos. Será que quando meu sobrinho vier, ele ainda estará por aqui para encarnar o pai André?

(Re)pensamento do dia

"Midnight is where the day begins

A man makes a picture
A moving picture
Through the light projected
He can see himself up close (You're gonna meet her there)
A man captures colour (She's your destination)
A man likes to stare (There's no sleeping there)
He turns his money into light (She's imagination)
To look for her (Lemon)
She is the dreamer
She's imagination (She had heaven)
Through the light projected
He can see himself up close (She wore lemon)"

(depois do U2)

sábado, 30 de maio de 2009

Inglês no aeroporto FAIL

Mais uma para série "é assim que pretendemos sediar jogos olímpicos e copa do mundo?".
video
Do site do Globo.

Com o ray na barriga

Essa semana mesmo eu falei do livro do meu amigo e jornalista da Folha, Salvador Nogueira, e ele nem me deu tempo para respirar. Junto com o Fernando Penteriche, Leandro Martins e Luiz Felipe do Vale Tavares, eles puseram no ar o "Blu-Rei", um site de referência e resenhas sobre lançamentos de discos blu-ray nacionais. Com o formato ganhando cada vez mais espaço no mercado, estava faltando um site crítico composto por gente que entende tanto de cinema quanto dos aspectos técnicos que o formato comporta. Se você curte alta definição em casa, a visita é obrigatória. Fica a dica.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Indo às compras

Pai é tudo igual, só muda o endereço, não é mesmo? Fui com o meu na C&C comprar uma prateleira e num segundo ele se distraiu para fuçar a loja toda.
Igual a mulher em shopping center, biba na Abercrombie...

(Re)pensamento do dia

Phil Spector rodou bonito.
E o que a gente canta para ele?

"When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be."

(depois dos Beatles)

Das dritte Reich

Qual a melhor maneira de espalhar um boato? Seja o primeiro a negá-lo, mesmo que ninguém tenha perguntado nada. Todas as vezes que li sobre essa baboseira de terceiro mandato foram declarações espontâneas do Lula negando qualquer possibilidade de apoio a essa idéia. Bom, ele tanto "não quis" que agora já apareceu um deputado com uma proposta de emenda. "Dizem" que não vai passar, mas eu sinto que muitas águas ainda vão rolar até 2010, ainda mais com a porquinho da índia com câncer... sei não, viu?

O presidente do STF já deixou bem claro o que eu penso sobre terceiro mandato e ampliação do mandato atual: é casuísmo. Quero ver se teriam coragem de fazer uma emenda que só valesse para o mandato seguinte.

E por falar nisso:

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sessão da tarde

Com quase um mês de atraso, finalmente fui ver o filme "Divã" com a Lília Cabral. Gostei. Bem açucarado. Perfeito para uma sessão da tarde durante as férias de verão. Só achei que as piadas com Ilha Grande e Paquetá não vão despertar tantas risadas fora do Rio de Janeiro.

E o sorriso do Gianecchini continua aquela coisa "parou tudo". Desarma qualquer um.

Volte para nós

Putz, O Depeche cancelou mais uma pregada de shows, inclusive em alguns lugares simbólicos para eles como Londres, Düsselsorf, Hamburgo e a participação no festival Pink Pop na Holanda. O motivo finalmente foi revelado por completo: depois de alguns exames após ter sofrido uma crise de gastroenterite, os médicos acharam um pequno tumor maligno na bexiga do David. Eu já imaginava que era algo mais grave desde que começaram a cancelar shows demais para um caso de gastroenterite. Então, por ordens médicas, ele só volta a ativa dia 8 de junho em Leipzig. Quanto aos shows cancelados, eles estão fazendo uma dança das cadeiras com as datas para tentar encaixar o que for possível, mas como a turnê já estava planejada para ser longa, tem show sendo empurrado para 2010. Bom, ainda bem que o David já está melhorando, assim eles podem voltar a correr o mundo no Embraer EMB-135LR customizado deles.
Enquanto isso, eu já botei o "Sounds of the universe" em repeat umas 20 vezes aqui em casa. Estou cada vez mais vidrado. A MTV daqui já começou a passar esse clipe de "Come back" filmado no estúdio e dirigido pelo David Lynch. Ah! E encomendei essa camiseta com essa estampa sugestiva que aparece na foto.


"Weeks turn into months
Months turn into years
Reaching the same conclusions
Gathering up the fear"

UPDATE: Acabei de me lembrar que foi em 28 de maio de 1996 que o David teve uma overdose de speedball (heroína com cocaína) e teve que ser reanimado pelos médicos depois de 2 minutos sem sinais vitais.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Saravá

Depois dos eventos de ontem à noite, meu pai, em conluio com minha mãe e meu avô, me chamou para ir a uma sessão no centro de macumba espírita umbandista do meu avô hoje. Para ele, o meu problema é espiritual e eu tenho que resolver com os orixás. Resolvi ceder e fazer a linha bom filho depois do infarte que eu quase dei neles ontem.

Eu já tinha comentando antes que meu avô é pai-de-santo. Quando eu era criança, eu até frequentava as sessões, mas mais pela farta distribuição de doces que rolava. Sabe como é, né? Criança é super bajulada em centro umbandista. Mas é fato que já faz uns 20 anos que eu não assistia a uma sessão, mesmo com um membro da família comandando um centro espírita.

É difícil descrever, porque eu sou ateu e cético, mas eu vi com meus próprios olhos meu avô e vários outros participantes recebendo inúmeras entidades. Era pai isso para cá, vovó aquilo para lá. Eu ganhei um passe de uma vovó lá e nem tive coragem de ir falar com meu avô, que no momento respondia por "pai André", passou a ser corcunda e a andar com uma bengala, além de fumar cachimbo e falar com uma voz de preto veio de uma hora para outra.

Para tentar anular o choque dessa experiência toda, eu fui no shopping e comprei um celular novo. HAHAHAHAHA.

Foi ruim, mas podia ter sido pior

Tanto conservadores, quanto defensores do casamento gay nos EUA devem estar pensando a mesma coisa sobre essa decisão da Suprema Corte da Califórnia de julgar válida a emenda contida na Proposition - aprovada em novembro do ano passado-, mas manter válidos os casamentos celebrados quando essas uniões eram permitidas no estado americano.

Foi ruim para os conservadores porque manteve a "imoralidade" daqueles casamentos celebrados anteriormente à Prop 8, mas podia ter sido pior se tivesse derrubado a emenda por completo.

Para os ativistas, foi ruim porque soterrou a tese de que garantias fundamentais não podem ser objeto de plebiscito, mas podia ter sido pior porque podia ter mandado os casamentos já celebrados para as cucuias.

Enfim, não é só no Brasil que os Tribunais tentam ficar em cima do muro para fazer média com todo mundo.

(Re)pensamento do dia

"Romeu e Julieta", ato IV, cena III
"Romeu, aqui! Bebo isto por tua causa."

(depois de William Shakespeare)

terça-feira, 26 de maio de 2009

I hurt myself today

Hoje eu tive uma consulta com meu novo psiquiátra. Já devo ter deixado o cara surtadinho da estrela porque eu tentei suicídio fake logo na primeira consulta. Não foi bem um suicídio em sentido estrito. Foi mais um daqueles cries for help. Já entrei no consultório tendo virado uma pequena quantidade de calmantes. Pequena o suficiente para me derrubar, mas não o suficiente para me deixar em coma (mas claro que eu deixei ele acreditar nisso).

Nisso se seguiu uma infinidade de telefonemas da minha família inteira, inclusive da minha mãe que está no Amazonas e estava em vias de voltar só por minha causa. Eu liguei para ela e, com um pouco de pena, tranquilizei-a, na medida do possível. Bem, parece que ela não vai abortar a viagem por minha causa. Drama queen tem limite, até para mim.

Quanto a mim, eu fui parar no Copa D'Or, fiz uma lavagem estomacal através de sonda nasal. Que coisa mais uó!!! Sério, se eu quiser morrer sofrendo em agonia, eu me jogava embaixo de um trem. Aí eu já fiz logo a maluca, falei que não tava aguentando aquilo e fiquei só uma hora lá. Já o meu psiquiátra novo, além de ter concordado com o diagnóstico de depressão da minha outra médica e também ter receitado anti-depressivos, agora sugeriu também que eu me interne na clínica de birutinhas dele. Ok, keep dreaming...

McFuro

O McDonald's perdeu a grande oportunidade de tirar a hegemonia do Bob's no quesito sobremesas. O novo McFlurry de Ovomaltine podia ter sido algo melhor, mas não foi. O que ficou faltando? A batida! Desde que o McDonald's inventou de acrescentar coberturas trambolhudas (crunch e sufflair) e reverteram a sobremesa do nome nacional - McMix - para o original americano, eles pararam de bater a sobermesa. Lembra que na receita esse sorvete era batido numa máquina com a própria colher em que era servido? Esse McFlurry de Ovomaltine ficou implorando para que ele fosse batido, assim os flocos ficariam mais misturados ao sorvete, mas o Ronald McDonald não lhe deu ouvidos. Assim, o milkshake de Ovomaltine do Bob's continua sendo bem melhor no duelo entre os dois.

A foto é da comparação do Coma com os olhos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

(Re)pensamento do dia

"Existem 10 tipos de pessoas no mundo: as que entendem sistema binário e as que não entendem."

(Ditado popular nerd)

Ok, acabou a nerdice por hoje.

Almanaque de Jornada nas Estrelas

Desde o sucesso do "Almanaque dos anos 80", a febre dos almanaques voltou com força total. Já publicaram os almanaques dos anos 90, dos anos 70, da Globo, da televisão brasileira e até do fusca! No fundo, é uma boa literatura de banheiro. Usando do mesmo formato, o meu amigo Salvador Nogueira, junto com a tradutora Susana Alexandria, compilou o "Almanaque de Jornada nas Estrelas". O livro é um apanhado de curiosidades e nitpicks sobre a série clássica, elenco, guia de episódios, filmes (inclusive o mais recente) e dá até uma palinha sobre os spin offs, mas sem a mesma profundidade, senão seriam necessários mais uns 4 volumes. Tem até um capítulo com a opinião de vários trekkers assumidos, como o recém-falecido Zé Rodrix. Um must have para quem é aficcionado.

Feliz dia do orgulho nerd

Não dá mais para esconder a grande verdade. Hoje em dia todo mundo é um pouco nerd. Todo mundo é fã de alguma coisa um pouco geek. Todo mundo é fã de alguma série na televisão e é cercado por uma pequena quantidade de gadgets eletrônicos. E se você não sabe usar um computador, volte para o asilo de onde não deveria ter saído (aliás, como você está lendo este blog?). A grande vigança dos nerds é que todo mundo acabou um pouco contaminado pelo vírus geek. E nada melhor para celebrar aquilo que já foi motivo de cascudos do que um dia dedicado ao orgulho nerd.

Os tipos de nerds, de acordo com a Folha (dica do Igor Maia). Eu estou no meio de quase todas as categorias:

Geek
É o nerd aficionado por tecnologia. Tem o computador mais potente que pode comprar e vive antenado nas novidades da internet. Conhece os sites bacanas antes de todo mundo

Otaku
Sabe o nome dos bairros de Tóquio de cor e salteado e, possivelmente, se veste com as roupas dos personagens favoritos

Trekker
Assistiu (mais de uma vez) a todos os episódios do seriado Jornada nas Estrelas e, no fundo, gostaria de fazer parte da tripulação da nave Enterprise

Tolkeniano
Acredita que o mundo está divido entre quem leu "O Senhor dos Anéis" e quem ainda vai ler. Fala élfico fluente e tem noções da língua dos orcs

Rpgista
É fanático por RPG (jogos de interpretação de personagem) e não sai de casa sem seus indispensáveis dados de vinte faces

Colecionador de HQ
A coleção de histórias em quadrinhos destes nerds inclui clássicos e raridades, como a edição do casamento do Homem-Aranha

Achei também essa lista de direitos e deveres, além de um teste no G1 (dica do Garoto BiPolar).

Direitos:
  1. O direito de ser ainda mais nerd.
  2. O direito de não sair de casa.
  3. O direto de não ter um par romântico e de ser virgem.
  4. O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
  5. O direito de se associar a outros nerds.
  6. O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
  7. O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
  8. O direito de não ter que estar "no estilo".
  9. O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
  10. O direito de expressar sua nerdice.
  11. O direito de dominar o mundo.
Deveres:
  1. Ser nerd, não importa o quê.
  2. Tentar ser mais nerd do que qualquer um.
  3. Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
  4. Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
  5. Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
  6. Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
  7. Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
  8. Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
  9. Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
  10. Tentar dominar o mundo!
E que tal presentear seu amigo nerd com alguma coisa da Think Geek:

domingo, 24 de maio de 2009

Top 10 pioneiros da música eletrônica - Faixas bônus

Pô! Na pressa para botar o post de ontem no ar, acabei deixando três nomes de fora. Pior é que numa primeira versão mental da lista eu tinha lembrado deles, mas, na hora de digitar, esqueci a vertente progressiva. :( Oh well, that's life. Aí vai o primeiro Top 10 de 13.

Vangelis - Nem eu sei direito como se pronuncia o nome dele (é Vangélis ou Vângelis?). Não interessa. Esse grego é mais conhecido pelas trilhas sonoras, mas até a Rádio Cidade costumava ter as suas músicas na sua programação normal, lá nos idos de mil novecentos e lá vai bolinha.

Jean Michel Jarre - eu sempre achei as músicas dele meio um porre porque meu irmão mais velho me torturava com aqueles discos com uma música de 23 minutos em cada lado. Mas admito que ele tem lá sua influência e relevância para o cenário eletrônico. Difícil mesmo foi achar uma foto recente em que ele não esteja "susto-do-dia".

Giorgio Moroder - Grécia, França e Itália. Passeio eletrônico pelo mediterrâneo. Mais um para o time dos famosos pelas trilhas sonoras, mas até que ele tem mais trabalhos fora desse ramo que o colega grego lá de cima. Reza a lenda que quando o David Bowie estava gravando o disco "Low", o Brian Eno entrou um dia no estúdio com o single de "I feel love", botou para tocar e mandou o Bowie prestar atenção. "Este é o som do futuro", ele profetizou. E acertou!

(Re)pensamento do dia

Curtindo o final de semana away from civilization.

"He lives in a house, a very big house in the country
Watching afternoon repeats and the food he eats in the country
He takes all manner of pills and piles up analyst bills in the country
Oh, it's like an animal farm lot's of rural charm in the country"

(depois do Blur)

Kuat Eko

Podia rolar um merchan em Lost, não?

Por falar nisso, alguém se lembra que o euro ia se chamar ECU? Era a sigla de "European currency unit", mas aí, algum espírito de porco (ou de vaca) percebeu que 1 ECU seria pronunciado igual a "eine Kuh", uma vaca, em alemão.

sábado, 23 de maio de 2009

Aterrisando

O Party Line Up mandou avisar que, depois da invasão dos aliens, já está retornando do espaço sideral. Aguarde e confie.

E eu vou aproveitar para passar o final de semana solto em Mangaratiba. Volto no domingo.

Top 10 pioneiros da música eletrônica

Eu já fiz o Top 10 dos músicos andróginos, agora é a vez daqueles que desbravaram o fértil terreno da música eletrônica. Para entrar na minha lista, tem que ter sido pioneiro em alguma coisa, ou ao menos, um medalhão do gênero. Não basta ter sido one-hit-wonder new wave com tecladinho safado (avôa, Flock of Seagulls!).

Kraftwerk - Você achou que eu ia começar a minha lista sem os pais avós da música eletrônica? Apesar da modéstia, esses alemães que mal levantam um dedo para tocar uma música fizeram todo mundo levantar da cadeira, ainda que indiretamente. A música deles não é originalmente dançante. Além de músicos e apaixonados por ciclismo, eles também manjam de eletrônica e muitas vezes montavam os próprios sintetizadores.

Can - Já que estamos na Alemanha, vamos ficar um pouco mais por aqui. Contemporâneos do Kraftwerk, o Can é representante do krautrock, mas flertou bastante com a experimentação eletrônica.




Deutsch-Amerikanische Freundschaft - ou D.A.F. para os íntimos, foi quem pegou o eletrônico e começou a pavimentar o caminho para as fusões que vieram a seguir: eletropunk, música industrial e seus derivados como E.B.M. Isso no final dos anos 70 era novidade. As letras completamente nonsense também deram um certo charme a esse grupo.

Telex - Saindo da Alemanha, damos um pulinho na Bélgica. Esse trio perdeu um dos seus membros recentemente e chegou a ficar 10 anos inativo, mas nunca perderam seu posto de pioneiros do synthpop do final dos anos 70, igual aos vizinhos do Kraftwerk.


Fad Gadget - Frank Tovey nunca ficou muito conhecido fora do Reino Unido, não sei porque. Além de fazer música recheada de teclados já no final dos anos 70, ele foi um dos primeiros a brincar de samplear objetos comuns. Ele morreu em 2002 sem o devido reconhecimento mundial.


The Human League - A banda nasceu como uma idéia de Ian Craig Marsh e Martyn Ware como um projeto futurista. Eles montaram um estúdio moderníssimo para a época, torraram uma nota em equipamento e não fizeram o sucesso que esperavam por causa do...

Gary Numan - Voz fria, letras impessoais, rítmos robóticos. A música do Gary Numan parecia saída de Blade Runner. Como ele estourou um pouco à frente do Human League, acabou roubando a cena deles no final dos anos 70.

Daniel Miller, aka The Normal - A importância do Daniel Miller nem é tanta pelo único single que ele lançou, "Warm Leatherette", mas mais pelo selo que ele fundou só para botar esse compacto na rua, a Mute Records, lar de muita gente famosa hoje em dia como Moby, Goldfrapp, Erasure, Nick Cave e uma bandinha que surgiu em 1981 que atende pelo nome de...


Depeche Mode - Ok, eu confesso que estou roubando um pouco as regras da minha própria lista. Bandas eletrônicas já não eram exatamente novidade em 1981. O diferencial do Depeche é que foi a primeira banda a lotar estádios com esse gênero e fazer a transposição do nicho para o mainstream. A única outra banda que também merece esse enquadramento é...

New Order - Nascido das cinzas do Joy Division, o New Order largou as origens punk e o som dark e foi abraçando cada vez mais o eletrônico dançante. Dizem que o falecido Ian Curtis já queria experimentar mais com teclados nos trabalhos futuros do Joy Division. Bom, ele se matou, mas a banda que restou seguiu a deixa. O resto é história.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

(Re)pensamento do dia

Oh darling, are you gongada?
Where is your face? Are you tired?
Dead! Are you stonned?
Scandalux! Scan-da-lux!

Ugly! Ugly fag! Dirty little fag!
Ugly, ugly, ugly!
Dead! Look the queer guy!
Dead! Look the queer guy!

I wanna
Every one is trying to put me down
Every one is trying to put me down

Never get down the heels, never!
Never get down the heels, never!

I stayed on top, what about their faces?
What about their faces went to the ground
To the ground, darling!
Went to the ground! The grooound!

(depois do fake-English da Impostora ft. Montage)

Money, get away

22 de maio, dia de Santa Rita e aniversário da minha mãe (que se livrou de se chamar Rita porque meus avós eram viciados em novela). É o maior prejuízo para mim esse aniversário dela ao mesmo tempo tão perto e tão longe do dia das mães. É perto o suficiente para eu ter que comprar dois presentes em um mês e longe o suficiente para que o segundo domingo de maio nunca caia no dia 22. Eu que nem ouse mencionar de dar um presente só.

Para completar, daqui a duas semanas, tem o aniversário do meu pai.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais destaque

Logo hoje que eu comemorei 1.000 posts, eu sou assunto na edição virtual da coluna Destaques GLS do jornalista Sérgio Ripardo pela segunda vez. Dessa vez, ganhei um parágrafo só meu, além de uma foto em que eu estou fazendo cara de bofe. Obrigado a todos os leitores que se dignam a ler o que eu escrevo e, principalmente, ao Sérgio por ter escolhido uma foto em que eu saí bem. Ele podia ter me detonado com uma foto gongada. Quem não quiser forçar a vista nessa letrinha pequena pode e deve clicar aqui e ler direto no site da revista "A Capa".

O que me lembra que eu ainda não peguei a edição impressa da revista esse mês. Tenho estado tão caseiro ultimamente. Sem contar que o boxer da capa me lembra o Hans.

Paralelos perdidos - parte 2

Não estou falando que a guerra urbana no Rio tem vários paralelos com Lost? Quando você menos espera, surge uma nova facção. Esses agora são quem na série? São o inimigo do Jacob?

Por falar em crack, parece que a droga chegou com força total no Rio. É um tal de "Cracolândia do Jacarezinho", "Cracolândia de Copacabana", "Cracolândia de não-sei-mais-onde". Antigamente, tinha uma lenda urbana que os traficantes do Rio não vendiam essa droga por causa do efeito avassalador e da morte rápida que acometia os seus clientes. Parece que isso não é mais problema.

Aliás, essa temporada de Lost teve 3 colírios umidificantes: Said Taghmaoui, Mark Pellegrino e Nestor Carbonell (que eu já achava gatinho como o Batmanuel de "The Tick").

The KKK took my baby away

Prosseguindo na novela do Doritos (veja aqui as partes 1 e 2), a coluna do Ancelmo Gois do jornal "O Globo" de hoje publicou a seguinte notinha.Ou seja, o Conselho Federal do Conar reconheceu que havia ofensa aos homossexuais, mas liberou porque isso não pode ser oposição à liberdade de expressão, como se todos as garantias fundamentais fossem absolutas. Alguém nesse conselho precisa urgente de umas aulas de ponderação de interesses. Já pararam para pensar que com o mesmo argumento a gente pode justificar a legalidade de entidades como a Ku Klux Klan?

Enfim, Pepsico aqui em casa continua embargada.

Grazie mille

Quem é Daniel?

Daniel tem 27 anos. Daniel é carioca. Daniel mora na mesma casa no Méier há 24 anos, mas já enjoou. Daniel é ex-gordo e já pesou 100kg. Daniel é tricolor, mas não liga muito para futebol. Daniel tem uma labrador preta chamada Lola, mas já teve outros cachorros. Daniel cozinha mal, mas adora comida italiana e odeia comida japonesa. Daniel não é muito fã de nenhuma bebida quente, nem café. Daniel toma 500ml de Nescau com whey toda manhã para pegar no tranco. Daniel não fuma, mas não é um smoke-nazi. Daniel fala inglês e portunhol fluentes e arranha alemão. Daniel tem 7 graus de miopia e mais de 2 de astigmatismo. Daniel adora artes e cultura pop em geral, com uma quedinha por música, com uma quedona por Depeche Mode. Na verdade, Daniel gosta de tudo entre ABBA e ZZ Top, de Beatles a Rammstein, se possível com The Clash, Siousxie, Carpenters e Joy Division no meio. Daniel é trekker moderado (hoje) e geek nível 2. Se Daniel pudesse viajar no tempo, iria para Manchester nos anos 80. Daniel gosta de meninos que gostam de meninos. Daniel não sabe lutar nada. Daniel já abriu mão de achar caras mais altos do que ele. Um belo dia, Daniel criou coragem e pregou um piercing no peito, mas se Daniel enjoar, ele tira. Daniel não tem vergonha de admitir que está sempre aprendendo com os amigos e com a vida. Daniel sempre tenta ver tudo de longe para não se deixar influenciar. Daniel não veio para mudar o mundo, mas vai rodar a baiana se necessário. Daniel acabou de escrever o 1.000º post no seu blog "Chato no ar".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cosmos

Qualquer nerd de verdade já assistiu a minissérie "Cosmos" inteira, além de ter lido o livro homônimo do astrônomo Carl Sagan.

Para os leitores tão ou mais nerds do que eu que estiverem por São Paulo esse domingo, vai rolar o evento "Cosmos 29 anos", organizado pelo Cosmos Brasil com parceria do Grupo Zona Neutra, Estação Ciência, FFESP, Aumanack, Revista UFO, Revista SciFi News, Coleciona e Wa2s. O encontro será realizado na Estação Ciência (Rua Guaicurus, 1.394, Lapa). A entrada é gratuita, mas pede-se a doação de 1 kg de alimento não-perecível, que serão doados para a ACDDM de São Miguel Paulista. Programação e mais informações no site do evento.

Loucademia

Eu tenho a mania de dar apelidinhos imaginários para as pessoas que eu só conheço de vista dos meus círculos sociais, alguns nem tão politicamente corretos. A figura mais estranha que frequenta a minha academia eu apelidei de "louca do casaco". O motivo? É uma mulher (louca, obviamente) que corre de casaco fechado até o pescoço na esteira como se estivesse no Central Park em novembro. Ela ainda reclama do frio do ar condicionado. Já vi esse mulher indo correr até de cachecol no verão.

Bom, "correr" é um eufemismo. Na verdade, ela não fica nem 5 minutos seguidos na esteira. Ela corre um pouco, pára, anda, se alonga, vai até o bebedouro, volta, alonga de novo, enrola mais um pouco, conversa, corre mais dois minutos e repete a coreografia. Isso tudo e ainda, volta e meia, vai ao professor reclamar que o ar condicionado está muito forte e que isso faz mal para a garganta dela. É a única pessoa que eu vejo reclamando que o ar está muito forte. Eu, quando corro, deixo quase metade do meu peso em água ao redor da esteira de tanto calor, mas ela acha que lá já é frio demais.

No fundo, eu acho que ela é uma daquelas pessoas desinformadas que confunde sudorese com queima de gordura. Ela se cobre toda e vai correr achando que está emagrecendo enquanto sua. Pior que ela já é magérrima. Estou esperando o dia que ela vai cair dura lá. Acabei descobrindo, em off, que meu apelidinho para ela se espalhou e pegou.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sons do universo

Não me contive. Fui ao cinema hoje e acabei dando uma passada na Saraiva Mega Store e catei a edição nacional (e simples) do novo álbum do Depeche Mode que eu, como fã nº1 da banda, já deveria ter em casa há pelo menos um mês.

Mês que vem chega a minha edição de luxo naquela caixa imensa que eu comentei aqui. Junto com ela, o CD bônus com mais cinco músicas inéditas, remixes, o CD de demos, DVD com o álbum em 5.1, documentários, livros, pins, etc. Quando ela chegar, aí eu decido o que eu faço com esse CD, se dou de presente para alguém, se promovo ele para o som do meu carro ou se vendo para algum colecionador completista na Europa.

É cedo para analisar o álbum. Só ouvi uma vez e achei estranho, como tudo do Depeche Mode. Mas é justamente essa estranheza que eu amo neles. Letras perturbadas, acordes e riffs que não soam amigáveis. Essa é a graça do Depeche Mode. De cara, percebi que o álbum é mais agressivos que os últimos, tem aquele toque meio electro-blues, mas é muito, MUITO recheado de teclados analógicos. Realmente não é um álbum que vá soar direito em MP3, tem que se deixar ele fazer cócegas no cérebro. A introdução de "In chains" é toda trabalhada na influência do Kraftwerk. "Peace" está gritando por um remix poderoso para as pistas. Dá para sentir eles passeando por todas as fases que a banda já teve. Enfim, é um álbum que se ouve uma vez e ele fica na sua cabeça martelando, pedindo para ser ouvido de novo e com certeza ouvirei (bem como torturarei todos que andarem de carona comigo pelo resto de 2009).

Anjos e demônios

"O nome da rosa" meets "Indiana Jones", foi o que eu achei desse "Anjos e demônios". Alguém me explica porque todo mundo no Renascimento saía escrevendo em inglês na Itália? Primeiro foi o Leonardo da Vinci que fez aquele porta-joias em que a combinação era "apple" em "O código Da Vinci". Agora são os Illuminati que têm aqueles ferros de marcar gado em inglês e justo com aquele papo pseudo-científico de "4 elementos". Blé! O filme vale pelas locações em Roma e no Vaticano e pelo gatíssimo Ewan McGregor. Senti que eu fiz uma rápida viagem à Europa, visitei uns pontos turísiticos e voltei.

Exageros

Nesses tempos de vendas de discos cada vez menores, será que dá para imaginar uma rede de lojas banindo um determinado CD por causa da sua capa? As redes de lojas Sainsburys, Tesco, Asda e Morrisons, todas do Reino Unido, se recusaram a vender o mais novo álbum dos Manic Street Preachers, "Journal For Plague Lovers", alegando que a capa pintada pela artista Jenny Savage (foto ao lado) é muito agressiva.

A banda respondeu dizendo que a decisão das lojas foi bizarra, porque as mesmas lojas vendem discos e revistas com bundas e armas para todo mundo ver, mas uma obra de arte foi proibida.

Enquanto isso, o U2 vai montando o seu palco modesto na Bélgica.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Peru sadio

Estou aqui de luto pela aquisição da Sadia (que não anda nada sadia) pela Perdigão. Eu sou fã de peito de peru defumado. É um dos meus frios favoritos. O da Sadia é ótimo, mas o da Perdigão eu vetei de entrar aqui em casa. É o verdadeiro "apresuntado de mortandela" em que alguém colou a etiqueta de peito de peru. Aquela coisa hedionda jamais ciscou na vida. Nem sei que bicho é aquele, mas rezo muito para que não mexam na linha de produtos da Sadia.

Odeio muito tudo isso

Tem coisa mais irritante do que político assistencialista? Aquele que fica pagando de bonachão de cidade do interior distribuindo migalhas? E o povo idiota ainda vive elegendo o cara.
Carro de som mandando ver no "Springlove".
Ambulância do vereador.
Jogo de chá do vereador.

domingo, 17 de maio de 2009

If you're going to San Francisco

O Rio não é São Francisco e Ipanema não é Castro. Foi o que eu pude perceber ao dar um pulo na passeata contra a homofobia hoje na Vieira Souto. Vi só um punhado de gente, a maioria do próprio grupo Arco-Íris sendo a maioria de lésbicas (elas são bem mais engajadas).
"Chega de coió"

Uma outra caminhada, essa do Rio Maracatu, passou fazendo batucada e arrastando muito mais gente.
Aproveitei a viagem para dar uma de gringo e passear na minha própria cidade. Fui conhecer o mirante do Leblon.

Sim, estou vendo a 3ª temporada de Heroes de uma vez só.
Nota mental: fazer as pazes com a limpeza de pele.

Pergunte e conte

E hoje é mais um IDAHo. Tem passeata rolando mais tarde em Ipanema e o Globo de hoje dedicou quase uma página inteira para falar da repressão à parada gay de Moscou e ao documentário "Outrage", aquele que fista na ferida, tirando do armário um monte de políticos gays americanos que são contra os avanços nos direitos dos homossexuais enquanto são flagrados fazendo banheirão por aí.

O Sérgio Ripardo publicou um email denunciando o faz-de-conta das políticas de promoção de igualdade em nível federal. O Thiago escreveu sobre a estagnação da questão dos direitos homossexuais no Brasil, traçando um paralelo com o engajamento do filme Milk. Eu comentei no blog dele que o motivo desse baixo engajamento é o comodismo causado pela sensação de igualdade trazida pelo dinheiro. Enquanto consumidores, somos todos iguais. O Cris do uomini me respondeu em tom de discordância, chamando o dinheiro de ilusão, mas acho que no fundo, estamos falando a mesma coisa. O que eu acredito é que, apesar de não ser a via mais adequada de transformação da sociedade, talvez a insistência na convivência, mesmo que econômica, com os homossexuais acabe decretando o fim da homofobia aos poucos.

Cada geração que nasce vem mais tolerante que a anterior. Aos poucos, os velhos de cabeça-dura vão saindo de cena e vem entrando cada vez mais gente nova que é gay ou tem gays no seu círculo social e familiar e não vê nada demais nisso. É aqui que entra o delicado ponto principal: o armário.

Tem gente que já nasce travestchy e nem passa por ele. Outros ficam enrolando a vida inteira, passando privações, vivendo vida dupla e enganando família, esposa, filhos até a morte. Por mais que não dê para se exigir o outing de ninguém (exceto dos homofóbicos hipócritas, como no documentário acima), o armário é uma pedra no caminho da luta pelos direitos dos gays. A cena que eu mais gostei do filme "Milk" foi justamente quando ele se reune com os amigos do comitê e fala que todo mundo tem que sair do armário para suas famílias. Eu acho que agora, a questão dos direitos dos homossexuais só vai avançar quando o gay deixar de ser um "problema" só da família do vizinho. Quando todo mundo perceber que tem um gay bem mais próximo de si do que imagina, talvez aí sim a questão comece a ser tratada com seriedade pelos políticos. Não precisa sair por aí vestido de Carmem Miranda, mas você já deixou claro que é gay para sua família e amigos hoje? Já pensou como isso beneficiaria a comunidade como um todo a longo prazo? O subtítulo do documentário "Outrage" é bem oportuno: "Do ask, do tell" que é algo como "pergunte e conte para valer". Só para deixar marcado na agenda, dia 11 de outubro é o dia nacional de sair do armário no EUA.

sábado, 16 de maio de 2009

Only a dream in Rio

Do blog do Tony: "Um dos traços mais curiosos do caráter nacional é a nossa capacidade de transformar incidentes isolados envolvendo nossos conterrâneos no exterior em ofensas gravíssimas à mãe-pátria."

Não foi exatamente um incidente envolvendo um conterrâneo nosso, mas a imprensa local resolveu pegar a propaganda do Burger King na Inglaterra para Cristo. Tudo porque fizeram uma piada bem merecida com a fama do Rio de Janeiro ser refúgio de criminosos internacionais (Ronald Biggs e Cesare Battisti que o digam). No poster, ele anunciam que o lanche deles é tão barato que vai parecer que eles estão sendo roubados e o consumidor nem vai precisar de um bilhete só de ida para o Rio. Sinceramente, não vejo nenhum insulto aí. Aliás, de cabeça, consigo lembrar de uns três filmes com esse final e provavelmente tem mais.

Como little black is fuck, já pegaram carona na pôlemica para vender cruzadinha. O Washington Olivetto fez uma campanha patriótica-nonsense para a Ediouro (clique na imagem para ver ampliado e tentar entender). E viva a guerrinha imbecil. O Rio continua lindo e atraindo bandidos domésticos e internacionais do mesmo jeito. Essa bandeira ninguém levanta.

Fiat lux

Caixa de luz da companhia elétrica do Rio de Janeiro, a famosa Light - Serviços de Eletricidade S/A.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Shake the disease

Eu ontem fiquei sem a minha principal fonte de fofocas informações sobre o Depeche Mode e acabei sabendo pela . A banda cancelou ao todo seis shows da turnê em razão da gastroenterite que acometeu o David. Além de Atenas e Istambul, rodaram também Bucareste, Sofia, Belgrado e Zagreb. Show agora só na outra semana, em Varsóvia. Apesar de sentir uma peninha dos fãs de lá, por outro lado, a Europa é a casa da banda. Até quem mora no leste europeu pode dar um pulo em Berlim, Paris ou Londres para vê-los. Sem contar que a turnê vai adentrar 2010, então ainda há a possibilidade desses shows serem remarcados.

Agora, mini-tragédia foi o que aconteceu comigo: eu ainda não baixei o álbum. Encomendei a edição de lixo luxo na HMV e pedi para entregarem para um amigo do meu falecido em Londres que estava com viagem marcada para o Brasil semana passada (viu como ex bom não é ex morto coisa nenhuma?). Só que ele teve que adiar a viagem e eu só vou ver a cara do meu CD lá para junho! :_( Mas eu ainda me recuso a ouvir MP3 desse álbum. Se eu esbarrar com a edição nacional por aí eu até compro só para matar a fome até lá.

E o segundo single já está confirmado. É "Peace", com remixes do MGMT e Peter Rauhofer (de novo).

Good riddance

Estou pensando seriamente em cancelar a assinatura da Sky. Eu já assisto poquíssimo mesmo. O que me interessa mais são as séries que eu já nem vejo mais com a intensidade de antes. Esse ano eu acompanhei Lost e Heroes pela internet. Talvez eu vá sentir falta de um ou outro especial no Multishow, Canal Brasil, Eurochannel e só. Não vou morrer por isso.

Meu decodificar da SKY está com algum defeito há vários meses (ok, inércia minha de pedir para consertarem). Alguns canais simplesmente não têm imagem e som e o tele-atendimento deles desliga na nossa cara. Mandei um email, mas acho tanto descaso com o cliente que quase tive vontade de escrever junto "estou cancelando o serviço porcaria de vocês para baixar tudo da internet. VSF." Não o fiz. Só pedi providências em relação a esse problema, mas dependendo de como eles vão lidar com a situação, podem acabar precipitando a minha decisão.

Já falei o quanto eu detestei a compra da Directv pela Sky. Cada vez mais eu vejo canais de televendas e evangélicos enquanto a programação boa vai se diluindo em canais novos que são vendidos "por fora" do pacote. Se eu realmente cancelar, acho que não vou sentir a minima falta.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sacolão

E a festa de aniversário dos 120 anos do Méier foi aquela feira livre previsível, com direito a Mulher Melão e Mulher Filé. Além do Pique Novo, Samba pra Gente e Toque Certo, também teve show surpresa do grupo Revelação. Morri e fui pro inferno.
(fotos do Ego)

O palco já tinha sido desmontado hoje, mas o primeiro quarteirão da Dias da Cruz ainda estava fechado, não sei para quê. A 24 de maio ainda estava um inferno.
Chama o Hugo, nem.

UPDATE: O Te dou um dado? catou um detalhe importantíssimo nas fotos: a Mulher Filé engoliu a unha postiça! HAHAHAHA

(Re)pensamento do dia

Well, you've got me working so hard lately
Working my hands until they bleed
If I was twice the man I could be
I'd still be half of what you need
Still you lead me and I follow
Anything you ask you know I'll do
But this one act of consecration is what I ask of you

You just left me nailed here
Hanging like Jesus on the cross
I'll be dying for your sins
And aiding to the cause

(depois do Nine Inch Nails)

Caça ao tesouro

video

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Still ill

Quem se juntou ao time dos quarentões abatidos em turnê foi o Morrissey, que também ficou doente e cancelou shows em Londres e Birmingham na segunda-feira e hoje, além da sua participação no Later... with Jools Holland. Ele acabou sendo substituído pelo Daniel Merriweather, aquele cara que canta o cover de "Stop me if you think that you've heard this one before" no álbum do Mark Ronson (você não ouviu essa versão? corrija essa injustiça aqui).

Já é a segunda vez que o Morrissey tem que cancelar shows dessa turnê por motivos de saúde. Os quatro primeiros shows da turnê, na Flórida, também subiram no telhado porque a tia está ficando velha demais para aguentar o tranco.

Parabéns para você

O Méier completa hoje 120 anos e o que a prefeitura deu de presente ao meu bairro? UM ENGARRAFAMENTO! Simplesmente, fecharam a entrada da principal rua do bairro para montagem de um palco de um show pheenýssimo com Pique Novo, Samba pra Gente e Toque Certo que vai rolar mais tarde, patrocinado pela FM O Dia. Super já estou lá!

Curioso como, desde que a nova prefeitura assumiu no começo do ano, não se tapou mais um buraco no Méier. Todos os dias eu vou ao Cachambi e volto e estou quase trocando meu carro por um Moon Buggy como o da foto ao lado. Já o "choque de maquiagem" na Zona Sul segue firme e forte.

Bom, se depender dus traficanti, a animação do aniversário do Meyershire está garantida.

Zica do universo

Daí que a minha banda favorita do universo começou a turnê com o pé esquerdo. Daí que é a segunda vez consecutiva que eles têm que cancelar um show no começo da turnê. Daí que também é a segunda vez que o David tem gastroenterite durante uma turnê num show logo depois do seu aniversário. Pé de pato, manlalô três veiz.

Foi o seguinte: ontem era só o segundo show da "Tour of the universe" (quem não enxergar ironia nesse nome leva porrada) em Atenas. Estádio lotado com 20.000 fãs, show de abertura já tinha rolado. Com meia hora de atraso, entra um cara no palco e avisa que o David Gahan não estava se sentindo bem e foi levado para o hospital com gastroenterite. Houve um princípio de tumulto entre alguns fãs e seguranças, mas nada muito absurdo.

O primeiro show da turnê anterior também teve que ser cancelado. Ia ser logo em Tampa, na Flórida, em outubro de 2005 quando teve aquela ventania lá do Katrina & the Waves no sul dos EUA e gongou a arena onde ia ser o show.

A "Touring the angel" seguiu pelo mundo. Em maio de 2006, o David comemorou seu aniversário no México. Ele deve ter exagerado nas tortillas porque ele teve que sair correndo no meio do show seguinte, em Kansas e ainda tiveram que cancelar o de Chicago. Desta vez, também sobrou para o show de amanhã, que seria em Istambul (segundo me disseram que este site turco anuncia).

Dessa vez, a banda tinha acabado de começar a turnê em Tel Aviv, onde só não chamaram mais atenção do que o Papa. Será que ele pegou pesado no falafel?
Ah, esqueci de falar que o pai do Fletch também morreu recentemente. A bruxa tá solta.

UPDATE: Hmm... David pegou um avião e voltou para Nova York (fonte). Espero que esteja tudo bem com ele, mas vai ser um milagre se o show de sábado em Bucareste acontecer.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Yes, actually

Olhando para trás no que eu escrevi sobre os novos álbuns do U2 e dos Pet Shop Boys, posso dizer que acertei em relação aos últimos e não fiquei totalmente satisfeito com o primeiro.

"No line on the horizon" já vai ficando enjoativo meio rápido demais. A primeira metade do álbum se destaca, mas depois ele cansa. É melhor que o álbum anterior deles, mas não sei se chega a ser mais um ponto de virada na carreira da banda como o "Achtung, baby!", como eles disseram nas entrevistas. Esse novo single, "Magnificent", é bem legal. É praticamente a "One" desse CD, mas não achei esse disco tão inovador quanto o de 1991.


Já o "Yes" dos Pet Shop Boys soa cada vez melhor a cada ouvida. Já entrou no meu Top 5 de álbuns deles. A crítica que eu escrevi acabou indo parar no canal de notícias do Yahoo (veja aqui). Eu errei minha previsão. O próximo single vai ser "Did you see me coming". Tirando isso e a comparação com o U2, ainda assino embaixo de tudo que escrevi.

O Glamaddict postou o link de uma entrevista deles para a revista Out (em inglês, aqui) da qual eu tomei a liberdade de traduzir uns trechos interessantes:

Seus trabalhos recentes passam uma sensação de presságio, da combinação de religião e energia nuclerar, como vocês dizem. Vocês têm medo de religiões fundamentalistas. Mas também têm medo do estado policial.
Chris Lowe: A cultura da vigilância nos preocupa muito.
Neil Tennant: Eu não sei porque quando estamos andando pela Kings Road em Chelsea, eu tenha que ser filmado por um monte de câmeras de segurança. Eu não acho que devamos criar um aparato que está aberto, em primeiro lugar, ao abuso, claro, mas também a merda que algum idiota pode fazer, que é o que normalmente acontece.

Não é a teoria da conspiração da história. É a teoria da merda.
NT: Oh, eu acredito muito mais na teoria da merda. Vamos ser francos. Essa década tem sido bem dark desde o 11/9. E não era para ter sido assim no começo, era?

Entretanto, obivamente, o terror original era claramente compreensível.
NT: O terror original era compreensível, sim. Houve um momento, naquele período, quando os Estados Unidos tiveram a liderança moral do mundo e a jogaram fora.

E Obama é uma tentativa atrasada de reconquistar isso de alguma forma.
NT: Sim, eu acho que ele provavelmente é.

Sua música também toca homens gays há 20 anos. (...) O que vocês pensam da realidade e do ideal em termos de como a vida gay mudou nesse tempo?
NT: Bem, a música “It Couldn’t Happen Here” tem um pedaço sobre alguém de salto alto citando revistas. Essa era minha experiência de clubes gays quando eu cheguei em Londres em 1973 e a cena gay era toda muito zhuzhy. Isso foi antes dos clones ou pessoas vestidas de skinheads ou coisa parecida.

Zhuzhy? Dá para traduzir isso?
NT: Zhuzhy significa uma espécie de fabuloso, talvez usando uma echarpe, talvez usando esmalte, bem fashion, talvez com cabelo longo que dava para balançar por sobre os ombros. Zhuzhy. [Risos] É o que costumavam falar em Londres.

E aí o quê?
NT: E aí eu me alienei do mundo gay, quando eu passei pela minha famosa fase heterossexual porque todo mundo parecia igual. Até hoje, eu nunca entendi isso de todo mundo ficar parecido.

Pelos anos, a cena clubber passou por várias transformações. Como vocês se atualizam com isso?
CL: Bem, nós frequentamos clubes.

Em algum momento, isso não vai ficar meio velho para vocês?
CL: Eu vou a Ibiza todo ano e não tenho problema em sair por lá. Em Berlim, eles levam a dance music muito a sério. Nós fomos numa numa noite de música tão impenetrável que não dava para dançar. Todo mundo ficava só de pé. Eu pensei "Bem, isso já passou dos limites, não é? Só um monte de intelectuais de pé conversando."

(...) Não há nada mais teatral do que as velhas missas católicas. Quando as pessoas perguntam quantos gays existem na Igreja, você responde "Bem, quem você acha que criou a missa tradicional do Vaticano?” Deve ter sido alguma bee perturbada.
NT: Especialmente na Igreja Anglicana! Quanta ironia deles terem um debate sobre homossexualidade. Eu sempre achei que se tirássemos todos os homossexuais, querido, não sobra ninguém. Mas eu sempre gostei de incenso.

Jorrada nas estrelas

Enquanto o novo filme da série "Star Trek" divide opiniões, a Hustler lança hoje a sua versão adulta da franquia.

Essa, definitivamente, não é a Jornada nas Estrelas que estávamos acostumados.
(dica do Tato)

Big Bertha

Eu almoço quase todos os dias num restaurante a quilo perto da minha casa. Hoje eu vi uma mulher tão grande que ocupava o espaço de 2 ou 3 pessoas no planeta. Logo imaginei que o prato dela ia ser aquele monte Everest de comida. Me enganei. O prato estava quase vazio, mas só tinha porcaria. Eram pequenas porções de nuggets de frango, coxinha, batata frita, bolinho de queijo e outras frituras mortais. Do que adianta?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

(Re)pensamento do dia

Perguntei pro céu
Perguntei pro mar, pro mágico chinês
Mas parece ninguém sabe aonde a felicidade
Resolveu de vez morar

(depois do Trem da Alegria featuring Lucinha Lins)

Impressionante

Murphy rules: sempre que você chamar um técnico de qualquer concessionária da sua casa, ele virá durante aqueles 40 minutos que você não estava em casa porque foi rapidinho na academia malhar tudo roubado na esperança de estar de volta quando ele chegasse.

A internet aqui está baleiando desde ontem. Chamei o técnico da Telemar e, claro, ele veio no único e mínimo intervalo em que eu não estava em casa. FML!

domingo, 10 de maio de 2009

Disparar torpedos!

A primeira metade do meu dia das mães foi exatamente igual à do ano passado: engarrafamento de famílias do Méier indo almoçar na Barra da Tijuca. Para que eu não me torne enfadonho e repetitivo, basta ler o post do dia das mães do ano passado.

Não sei qual é a fixação da minha família com esse lugar. Bom, pelo menos eles aprenderam a lição e evitaram a Linha Amarela hoje. Fomos pelo Alto da Boa Vista mesmo e já saímos no Itanhangá, bem do lado do restaurante.Apesar de eu já estar de saco cheio de ir sempre no mesmo lugar, reconheço que é um restaurante bonitinho que tenta imitar o visual de uma vila mediterrânea da Itália.De lá, segui com meu irmão e minha cunhada para o Nova América para rever "Star Trek". É que desde que eu fui iniciado nesse culto pelo meu irmão, vi todos os últimos cinco filmes no cinema com ele. Essa sim era uma tradição que eu não queria romper. Então, mesmo já tendo visto o filme na sexta-feira, fui com ele hoje ver mais uma vez. De quebra, marcamos de encontrar uma turma que organizava reuniões para exibir episódios então inéditos no Brasil na virada da década. Calma, não foi um "reencontro dos nerds". Ao contrário da sessão de sexta que tinha até gente uniformizada no cinema, esse pessoal é bem mais down-to-earth na hora do fanatismo. Foi legal rever o povo com quem eu me esbarrava uma vez por mês. Fazia tanto tempo que eles não me viam que até ganhei um elogio: "Daniel está sexy!". Eu ia postar uma foto de como eu era na época que eu ferquentava essas reuniões, mas vou poupá-los porque é artilharia pesadíssima. Set phasers to kill!

sábado, 9 de maio de 2009

Gaydar mode on

A notícia publicada no G1:
Como eu interpretei a notícia:Meu gaydar disparou para esse "amigo" que contraiu o vírus com essa rapidez toda depois de terem se encontrado numa casa noturna e bebido cerveja da mesma garrafa. Hmm... conheço esse gargalo.

A reportagem séria para quem quiser ver (o papagaio de pirata usando máscara no final da matéria é TUDO!).

Torneirinha

Meio fálica, não?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Reset Trek

Como bom trekker que sou, a nova versão de "Star Trek" é um insulto. Eu evitei ler spoilers, mas já tinha uma vaga noção que o filme era um reboot na franquia. Tem direito até a explicação "tecnobabble" de como esse filme se passa numa realidade alternativa à cronologia da série clássica, seus filmes e spin offs.

Esse truque de narrativa permitiu que rasgassem o cânone da série. Enfim, aqueles detalhes nitpicks que só os fãs mesmo sabem (Kirk agora é filho único e Spock virou órfão de mãe, só para citar as mudanças leves). O filme não deixa de contar umas piadinhas que só terão graça pros fãs xiitas como eu (a melhor de todas envolve logo o Porthos, o beagle do Capitão Archer no último spin off da franquia).

Como um filme de ação, "Star Trek v2.0" é excelente. Tem toda a marca registrada do J.J. Abrahams nele. Mas o filme não tem aquele quê especial de Jornada. Star Trek foi concebida para ser uma alegoria dos dramas, preconceitos e conflitos humanos, só que contados sob uma fantasia futurista. Essa versão nova é apenas um grande filme de ação no espaço que usa o nome dos personagens e a terminologia da série com efeitos atualizados. Ou seja, como filme, nota dez, mas fica um pouco aquém dos melhores momentos que a franquia Jornada nas Estrelas já produziu.

Todo mundo está fazendo, então por que nós também não?

O buxixo virtual ao qual eu finalmente me rendi é trailer do filme "Do começo ao fim" que está rolando por aí. Como provavelmente os meus leitores também leem os blogs que já postaram, nem vou me dar ao trabalho de incorporar o vídeo aqui*. Eu até já tinha lido essa pedra cantada pelo Mixbrasil, mas tinha esquecido do assunto até o trailer cair na twittersfera na terça-feira.

Só quero deixar registrado que eu assumo que estou morrendo de vontade de ver os dois atores bonitões se pegando na tela, independente deles interpretarem irmãos ou não. Esse filme não teria um décimo do apelo se o casal de irmãos fosse HT, feios, barrigudos, siameses ou a Pepê e Neném. Sorry, sou muito franco! Enfim, com ou sem tabu, o trailer passa a sensação de que nem o casal mais apaixonado pode ter uma relação mais sincera e honesta do que a fraternal, bom, pelo menos até vir uma amapô se meter na história.

Agora, o trailer mostra que se passam duas décadas no filme e o Fábio Assunção continuou com a mesma cara. Não devem ter usado pó suficiente no rosto dele. (seus maldosos)

*UPDATE: O Youtube já começou a campanha para tirar o trailer do ar. Como aqui eu mato a cobra e mostro o pau (ui!), estou reconsiderando a minha decisão de não incorporar o vídeo e hospedando o dito cujo eu mesmo. Se o Youtube tirar novamente do ar o único link que ainda está funcionando, então só o meu blog o terá disponível. < /risada malévola de vilão do 007>
video

Ele está no meio de nós

Pronto, já era. Bem que o Adam Clayton tentou avisar. Confirmaram quatro casos da gripe suína mexicana H1N1 A no Brasil. Estamos prontos para deixar esse assunto morrer ou vamos aumentar o alarmismo que nem os americanos são mestres em fazer? Aliás, dos 4 casos brasileiros, 3 já tiveram alta. Ou seja, nem para causar a sexta extinção e dar um reset no mundo essa doença serve. Já o quarto infectado é justo o carioca e provavelmente morrerá porque está internado no Hospital do Fundão e vai levar uma bala perdida vinda da Maré ou da Vila do João quando estiver indo para casa.

Eu, sinceramente, continuo tendo mais medo da dengue.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Lady Gagá

Estava aqui com meus botões tentando entender qual é a graça por trás da Lady Gaga, praticamente uma Britney eletrônica com vizoo absurdete. Foi aí que eu parei para prestar atenção na letra de "Just dance". Ela descreve com precisão uma balada comum de muita gente que eu conheço (inclusive eu mesmo, às vezes). Então, no melhor estilo Glamaddict, aí vai a minha tradução para alguns versos desse novo hino clubber que todo mundo já terá esquecido no final do ano:

I've had a little bit too much
Já virei todas
All of the people start to rush
Estou na garupa do Bozo
A dizzy twister dance
Tô descendo até o chão
Can't find my drink or man
Meu bofe sumiu depois do "boa noite"
Where are my keys, I lost my phone
Já deram a elza na chave de casa e no meu iphone
What's going on on the floor?
O que que tá acontecendo na pista?
I love this record baby, but I can't see straight anymore
Adoro esse som, mas to chamando urubu de meu louro
Keep it cool what's the name of this club?
Faz a linha, onde é que eu estou mesmo?
I can't remember but it's alright, alright
Não lembro de nada, mas tá zuzo bem

Dr. Fantástico

E por falar no Depeche Mode (gente, será que eu tenho outro assunto? fã é fã), eles fizeram um show de aquecimento em Luxemburgo ontem. Fiquei atônito com o setlist que tem várias surpresas. Quem não quiser saber spoilers do show, então não assista o vídeo abaixo onde eles ressucitaram uma música que eles juraram nunca mais tocar ao vivo há 18 anos. Dica: é discutivelmente a música mais famosa deles no Brasil. Tente não se distrair com o vídeo softcore lésbico do Anton Corbijn no fundo. Ah, e isso no alto do palco é um globo (!!!) de LEDs.
video
Se o blogger me sabotar, tem no Youtube aqui.

(Re)pensamento do dia

Ok, tem alguém com gosto musical parecido com o meu na MTV. O LAB Clássicos acabou de passar uma sequência de New Order ("Bizarre love triangle"), Depeche Mode ("Walking in my shoes") e Talk Talk ("Talk Talk") durante o meu café da manhã. Aproveitando a dica, eu deixo "Walking in my shoes" para quem acha que pode me julgar sem nem me conhecer:

Eu te contaria as coisas
pelas quais me fizeram passar
A dor a que fui submetido
Mas até o próprio Deus ficaria ruborizado
As inúmeras festas celebradas aos meus pés
Frutos proibidos para eu comer
Mas eu acho que sua pulsação aceleraria

Veja bem, eu não estou procurando absolvição
Perdão pelas coisas que faço
Mas antes que você pule para qualquer conclusão
Coloque-se no meu lugar

Você tropeçará nos meus passos
Mantenha os mesmos compromissos que eu mantive
Se você se colocar no meu lugar

A moralidade me olharia com desprezo
A descência veria o bode expiatório
Que o destino fez de mim
Mas agora eu prometo, meus juizes e jurados
Que minhas intenções não poderiam ter sido mais puras
O meu caso é fácil de se ver

Eu não estou procurando uma
consciência mais limpa
Paz de espírito depois de tudo que passei
E antes que você fale em arrependimento
Coloque-se no meu lugar

(depois do Depeche Mode; impossível não ser fã de uma banda com uma letra dessas)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Heróis da resistência

Fazer um cover de uma música não é uma tarefa fácil. Você tem que recriar uma música sem copiar totalmente os arranjos e a produção da original, mas também não pode fugir muito ao ponto da música ficar irreconhecível. Um álbum de covers fascinante que dificilmente dará as caras por aqui (infelizmente) é "War Child: Heroes", o mais novo título da série beneficente editada pela ONG War Child destinada a ajudar crianças vítimas de conflitos pelo mundo afora em países como Iraque, Afeganistão, República "Democrática" do Congo e Uganda.

Nesse CD, pediram a vários medalhões da música que escolhessem cada um, um artista ou banda da atualidade para regravar uma música do seu catálogo. O resultado é o melhor álbum de covers de 2009 até agora. Tem Beck cantando Bob Dylan, Hot Chip tocando Joy Division, Lilly Allen regravando The Clash (com direito à canja do próprio Mick Jones) e Rufus Rainwright num medley de músicas do Brian Wilson entre outros.

O álbum tem altos e baixos. A versão do Franz Ferdinand para "Call Me" do Blondie é contagiante como tudo que a banda escocesa faz. Quem desapontou um pouco foram o Elbow e os Yeah Yeah Yeahs com suas versões de "Running to stand still" do U2 e "Sheena is a punk rocker" dos Ramones porque ficaram excessivamente parecidas com as originais. Já a novata Duffy teve a difícil tarefa de fazer cover de "Live and let die" do Paul McCartney sem chupar o famoso tema do James Bond, emprestando o seu estilo cool à música. O resultado pode dividir opiniões, mas passa longe do descartável. O CD tem espaço até para um pouco de nepotismo: Leonard Cohen chamou o próprio filho, Alex Cohen, para uma versão em espanhol de "Take this waltz".

Fechando com chave de ouro, TV on the Radio homenageia o herói-mor do pop, rock, punk, glam e new wave, David Bowie, com uma versão bem analógica de... ""Heroes"".

Para ouvir "Do the strand" do Roxy Music na versão "eletro-gay" do Scissor Sisters, clique aqui.

Deserto

Eu já comentei antes sobre como o Oasis despencou no meu conceito. Eles eram a minha banda favorita na época do colégio e agora eu nem me dei ao trabalho de comprar o último álbum deles.

Amanhã eles tocam aqui no Rio e eu nem vou me coçar para ir no show, ainda mais porque o Multishow vai passar ao vivo na faixa. E ainda por cima o show de abertura é dos insuportáveis do Cachorro Grande. Eu costumava dizer que Cachorro Grande sim é que era chupação descarada dos Beatles, e não o Oasis. Mas a banda dos irmãos Gallagher caiu tanto no cliché do rock psicodélico que eles é que parecem o cover agora... não dos Beatles, mas cover do Cachorro Grande! VPP total!

O Oasis não era uma banda ruim. Os dois primeiros álbuns são excelentes e eles têm lados-b memoráveis, mas pelo que eu andei lendo nas entrevistas, acho que o Noel Gallagher chutou o balde e andou relegando muito do controle criativo para o irmão e os colegas e até à própria gravadora e todos acabaram fazendo as escolhas erradas na carreira da banda desde então. O próprio Noel já revelou que se dependesse só dele, os álbuns da banda teriam outro rumo completamente diferente, talvez com mais elementos eletrônicos e experimentais. A maior prova disso é que os highlights dos últimos CDs deles são justamente as músicas em que o resto da banda não deu pitaco, como esse novo single "Falling Down" que eu até gostei bastante. Pena que essa música é a exceção do álbum.

Fico aqui na expectativa que a banda acabe logo e o Noel siga em carreira solo o mais depressa possível.

(Re)pensamento do dia

Eu recebi alguns emails de leitores preocupados com o post anterior. Só para tranquilizá-los, deixo registrado que a graça desse blog não está no que eu escrevo, mas no que eu não escrevo. Nas palavras do Abelardo Barbosa, "eu vim para confundir, não para explicar". ;)

You just can't believe me
When I show you what you cannot see

You're hiding from feelings, searching for more
Sharing and hoping, untouched for so long
Our lives still change from the way that we were
And now I'll tell you something I think you should know

Confusion!


(depois do New Order)

Porque a vida é feita de incertezas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Melhores momentos

Tudo que é bom chega ao fim. Essa semana, minha médica trocou meus remedinhos e, como era de se esperar, minha mãe não só não vai me dar mais remédio nenhum como vetou que eu vá nessa psiquiátra. Ela disse que prefere que eu me consulte com o psiquiátra dela (vocês acharam que minha mãe era normal?). Whatever. Vamos relembrar algumas frases célebres da médica:

-Ah, meu filho, é normal tomar remédio para dormir. Eu mesma só durmo se tomar dois dormonids e dois miligramas de alprazolam.

-O quê? Você tentou se matar? Ah, se você fez isso para chamar a atenção dos seus pais, você está mais é certo. Tem que deixar eles preocupados mesmo. Tem problema não. É bom dar uma dor de cabeça para eles de vez em quando.

-Olha, 30% dos seus problemas se resolvem com remédios. 70% dos problemas da sua vida são seus pais. ← ADOREI! Vai deixar saudades.

The dead of night

Meu avô viu essa caixa de singles do Depeche Mode numa prateleira no quarto em que fica o meu computador.
Logo em seguida ele viu aquela placa da rota 66 que eu tenho pedurada aqui.
Acreditem, eu tive que ouvir um sermão sobre o número da besta. Aí, eu fui lá e virei a caixa do Depeche Mode. Pronto, agora é um 966.

Ele aprovou.

UPDATE: seguindo a sugestão deixada pelo Tony nos comentários, eu virei a placa também (ainda bem que ela tem dois furos, um em cima e outro embaixo).

Terra de ninguém

Tem alguém acompanhando essa novela da reserva indígena da Raposa Serra do Sol? Tenho notado que é um assunto que provoca poucas discussões aqui no Sudeste. Será pela sensação de distanciamento?

Eu sou um libertário por natureza, mas acho que o governo federal e o STF foram longe demais na demarcação. Quase 3 cidades inteiras com faixa de fronteira tríplice agora simplesmente não pertencem a mais ninguém, exceto os índios. Homem branco não entra mais lá. Acho que só não é mais preocupante porque existem outras reservas até maiores em outros pontos do Brasil com características semelhantes.

Isso soaria lindo se aquela região não fosse de fronteira, se não fosse uma faixa de terra que é um belo naco do estado de Roraima, se os índios que moram ali fossem esses do imaginário popular romântico sulista que moram em ocas e saem para caçar.

Há muito tempo que os índios daquele lugar já estão integrados no estilo de vida ocidental. A demarcaçao da reserva só vai isolá-los do mundo. Dá para imaginar as cidades que agora não vão poder mais ter contato com o resto do Brasil? Boa parte da população dessas cidades já era de índios e seus descendentes, mas as cidades, em si, lembram qualquer cidade do interior do Brasil. Tá bem, ainda entram a Funai e as forças armadas, mas eu fico imaginando como ficam o comércio e os serviços publicos dessas cidades, agora que vão ter o contato com mundo exterior interrompido. A Funai vai ter cacife para cuidar de todo mundo? Nem mesmo entre a população indígena há unanimidade sobre esse assunto.

Eu me sinto obrigado a concordar com o governador de Roraima. Aquilo vai virar um zoológico humano, uma terra de ninguém, um lugar para onde as pessoas irão para cometer barbaridades e fugir da civilização.

E até mesmo do ponto de vista antropológico/filosófico: até onde nós temos o direito de pegar uma determinada sociedade e isolá-la de ter contato evolutivo conosco? Já imaginaram se alguém chegasse para os hunos e falasse que eles não podiam se misturar aos ostrogodos e adquirir seus conhecimentos? É bonitinho querer preservar a cultura dos índios, mas acho que não dá para condená-los à evolução solitária.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Carma camaleônico

Tudo na vida é uma balança de energias positivas e negativas, não é? De uma hora para a outra, tudo se reequilibra.

Diante do trono

Há alguns dias, um perfil me adicionou no twitter e no Facebook. Era um tal de "Rei da festa" que pretendia, em clima de mistério, divulgar um evento pré-parada gay de SP chamado de "La fête du roi". Eu aceitei, mas nem dei muita bola no momento. "Ah, mais uma festa querendo pegar carona no público do feriadão em São Paulo; já vi isso antes" - eu pensei. Mas eu percebi que os outros blogueiros ficaram incendiados querendo saber quem era o tal "rei".

Na sexta-feira passada, num surto de extrema franqueza com meus colegas (eu tomo remédios, esqueçeram?), eu usei meus parcos conhecimentos de D.I.V.A. e descobri quem estava por trás do evento e da divulgação. Eu só não esperava ter acertado tão em cheio. Aliás, nem o rei esperava.

Em questão de minutos, meu telefone tocou. Era o rei do outro lado me pedido para guardar segredo até ele fazer a revelação oficial, que finalmente aconteceu hoje. O rei, na verdade, é cria do Marcos "Carioca Virtual" e do Ailton "Vipado" Botelho. Eles prometem uma festança só para convidados lindos, bonitos, influentes e chiques inspirada na corte francesa na sexta-feira que antecede a parada gay de São Paulo. Aos poucos, eles vão soltando as informações no blog e site da festa. A realeza garante que a festa será inesquecível, afinal, os súditos são exigentes.

Será que toca Vive La Fête?

Manifesto do nerd solteiro*

Perfeito para uma segunda-feira:

"Um dia encontro alguém - hétero e do sexo oposto** :o) - que me entenda, ria das mesmas coisas que eu, goste das mesmas músicas que eu e de outras mais bacanas ainda, que eu nem desconfio, que saiba o nome daquele diretor daquele filme que tinha aquela música com aquele carinha inglês e aquela mina francesa, que me complete e me corrija, mas ao fazer isso, que eu não note, que não tenha (grandes) preconceitos e seja muito aberto ao novo (mas que também seja aberto a velhas tradições), desde aquela banda que ninguém nunca ouviu falar até comidas diferentes, que goste de Tóquio e daquela cidade minúscula no interior do interior, que leia o que eu escrevo e veja um pouco de futuro, que me escreva coisas e eu veja um pouco de passado, que goste da minha cabeça, dentro e fora dela, que veja Sony/Warner comigo de noite e ache um programão, que ao olhar pra mim eu sinta um frio no estômago e que ele sinta calor quando eu chego perto, que tenha o corpo que se encaixe no meu pra dormir “empernadinho”, que cante pra mim aquela música que eu gosto tanto e saiba que não deve cantar sob hipótese alguma aquela outra, que seja mais jovem que eu, que seja mais maduro que eu, que seja mais velho que eu, que seja tudo isso e que nada disso importe, que tenha ciúmes, que seja carinhoso, que seja distante as vezes e próximo sempre, que saiba me manter fora dos limites dele e que isso não me magoe, que saiba receber um beijo, uma crítica ou mais de uma, que saiba exatamente ou pelo menos tenha noção de qual música ou banda ou filme eu puxei uma referência, que goste de sitcons, que me ensine coisas e que tenha a humildade de aprender outras comigo, que seja trash quando pode e clean quando deve - não exatamente nesta ordem - que seja disciplinado pra algumas coisas e caótico pra outras, que goste de dançar e de beber e de cheirar flores/carros novos/meu perfume e de abraçar e de brincar comigo e com outras crianças, que adore a minha comida, mas mesmo assim, me leve pra jantar, que ria das minhas piadas, mesmo aquelas meio sem graça, que tenha uma família legal e desencanada, more longe ou simplesmente me adore, que adore a minha família e que entenda que ela é meio doida como qualquer outra, que vá ao futebol e não me chame, mas se o fizer, eu vou amar, que não ligue (muito) se eu for sair sozinha, que não minta pra mim, e que ao fazer isso, faça muito bem para que eu não descubra nunca, que ao me ver descoberta dormindo, me cubra - não necessariamente com edredon :o) -, que seja louco pela Pantufa, ou simplesmente respeite a minha loucura por ela, que use roupas legais, que seja do bem pros outros e gatinho pra mim, que me agrade e me bajule no momento certo, que diga que eu to linda, mesmo que eu esteja usando uma camiseta velha pra dormir, que chegue de madrugada depois de beber com os amigos e me agarre muito e que aceite isso como um elogio quando eu fizer também, que saiba dizer “não” aos amigos numa noite pra ficar comigo, que me faça carinho só de me olhar, mesmo que a metros de distância, que saiba de mim pelo telefone ou mail ou carta ou sinais no céu, e que seja completamente novo, mas com tudo que eu sempre busquei em cada carinha que gostei até hoje. Se isso é tudo que eu quero?... Claro que não. Quero muitas outras coisas. Mas, mesmo que essas coisas não aconteçam, ou quando acontecerem, eu quero ter alguém, perto ou longe, pra contar ou pra ficar feliz por mim. Os mano, pou. As mina, pá..."


(*contribuição da Lise. Sim, Celso, ela é minha amiga agora também. Morra de inveja, HAHAHAHA)
(**Se tirar a ressalva da primeira frase, se aplica a todo mundo)

domingo, 3 de maio de 2009

Joga fora no lixo

Essa obra nem ficou pronta e já demoliram porque mudaram de idéia (resolveram dar continuidade a uma linha alternativa do metrô que estava há quase 30 anos no papel). Já tinham gasto R$ 1.900.000,00 nesse elefante branco que nem chegou a ver a luz do dia. Isso é bem a cara do Brasil e do Rio de Janeiro.

Lembrei de outro caso recente parecido que acabou rendendo uma crítica ex-ce-len-te da jornalista/tecnófila/blogueira Cora Rónai que foi publicada no Segundo Caderno d'OGlobo em 02/04/2009 e no blog dela. Recomendo a leitura porque é uma vergonha ser brasileiro nessas horas.
"A piscina está atrapalhando? Joga no lixo, que é barato

No último sul-americano realizado no Julio Delamare, quase morri de vergonha, especialmente diante dos argentinos, porque no sul americano de lá, as instalações eram decentes -- disse Mamãe, que no fim de semana participou da prova de natação dos Jogos Brasileiros Masters. – Desde o primeiro dia, nada funcionava. A pior parte eram os banheiros: privadas entupidas até a tampa, torneiras quebradas... Aliás, mesmo que não estivessem quebradas, não ia adiantar nada, porque não tinha água. Já a água da piscina de aquecimento tinha tanto cloro que ninguém conseguiu usá-la.

Para alegria dela e dos demais participantes dos Jogos, porém, o Julio Delamare que os recebeu dessa vez foi outro, inteiramente renovado. Agora há lockers à vontade nos vestiários, para que os atletas possam guardar seus pertences enquanto participam das provas; os banheiros não só funcionam impecavelmente, com água fria e quente nos chuveiros, como, ainda por cima, estavam limpos. As arquibancadas ganharam cadeiras. Na piscina de aquecimento, o cheiro de cloro era quase imperceptível; e a piscina olímpica foi dotada do que há de moderno em tecnologia de piscinas. Coisa, enfim, de primeiro mundo. E tudo, acrescente-se, intensamente aproveitado pela comunidade: há cursos de natação e de hidroginástica a semana toda.

-- É comum que equipes estrangeiras participem, como convidadas, de eventos como o dessa semana, -- continuou Mamãe. – No domingo, tivemos uma equipe chilena. E, ao contrário do vexame que passamos com os argentinos, ficamos todos prosas em poder oferecer a eles um parque aquático tão bom, tão simpático e tão bem localizado.

O Júlio Delamare, vocês sabem, fica ali ao lado do Maracanãzinho. É importante ressaltar isso, porque a alternativa é o Maria Lenk, para lá do autódromo, fim de mundo para qualquer competidor que não tenha carro -- e para os que têm também. Sem falar que o Maria Lenk está inteiramente depenado. Terminado o Pan, todos os lockers, cabides, toalheiros, bancos, suportes de papel higiênico -- tudo, enfim, que era móvel -- foi levado embora. Participar de uma competição lá significa ter que ficar com um olho no cronômetro e outro na bolsa, porque não há onde deixá-la; pedir a amigos que segurem a toalha durante o banho, porque não há onde pendurá-la; sentar no chão para calçar o tênis, porque não há onde sentar; e, last but not least, virar repasto de mosquito. Aparentemente, a única coisa que tem de sobra no Maria Lenk é mosquito.

-- Coitada da Maria, não merecia uma “homenagem” dessas, -- lamentou Mamãe, que, como a maioria absoluta dos colegas, odeia com fervor o famigerado conjunto.
* * *
Por tudo isso, o clima foi de consternação durante a competição no Julio Delamare. É que o lindo e acolhedor parque aquático, um dos maiores da América Latina, com 18.515m², piscina olímpica de 25m x 50m, piscina coberta para aquecimento de 10m x 25m, e tanque para saltos de 25m x 25m, com profundidade de cinco metros, reformado em julho de 2007 ao custo de RS$ 10 milhões – dados da Suderj -- está com os dias contados. O projeto do Comitê Olímpico Brasileiro para a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro prevê a sua demolição para que, no lugar, possa ser feito... um estacionamento!

Segundo declaração de Carlos Arthur Nuzman ao Globo Esporte, o Julio Delamare atrapalharia o público do Maracanã, principalmente durante as cerimônias de abertura e de encerramento de grandes eventos. Para tranqüilizar a Confederação Brasileira de Natação, o presidente do COB prometeu que um Julio Delamare novinho em folha será construído do outro lado da linha do trem, perto da Quinta da Boa Vista. Pode ser que a Confederação fique tranqüila com isso; os Masters, entretanto, estavam cuspindo marimbondo, e com toda a razão.

Afinal, num momento em que o mundo inteiro fala em economizar e em apertar o cinto, o COB entra pela contramão da História, disposto a desmanchar um ótimo conjunto desportivo só assim, para reconstruí-lo ali adiante, como um marajá entediado que muda a arrumação dos móveis da sala. É difícil acreditar que algo que merecia uma reforma de dez milhões há apenas dois anos tenha, subitamente, se convertido em elefante branco; mais difícil ainda é aceitar a leviandade com que o nosso dinheiro é tratado, e a tranqüilidade com que é posto fora.

O caso do Julio Delamare, que eu desconhecia por completo, me lembrou muito o do Santos Dumont, que conheço até demais. Um governo reforma tudo, gastando uma quantia inimaginável de dinheiro; o governo seguinte decide que aquilo não tem serventia e deve ser transformado em shopping ou estacionamento. Nos dois, fica no ar a certeza de que, mais uma vez, nos fizeram de trouxas. Ou nos roubaram quando foram feitas as reformas, ou estão nos roubando agora, ao se dar por inútil o que até outro dia era imprescindível."

Rapsódia retrô

No começo do ano, eu postei sobre um programa da Microsoft que criava acompanhamentos para qualquer música que você cantasse no seu computador. O Tony logo fez a pergunta que estava na cabeça de todo mundo: "E o que acontece se você cantar uma música conhecida? Digamos, "Bohemian Rhapsody". Como será o arranjo que o Songsmith vai criar?"

Olha, eu ainda não sei a resposta, mas com certeza, se o computador for do final dos anos 70 ou início dos anos 80, vai soar mais ou menos assim. Meus leitores nerds como eu vão gozar com esse vídeo. O final então é a cereja do bolo.

sábado, 2 de maio de 2009

Para a criança que existe em você

Lady Laura

Primeiro mundo é isso aí. Depois da Islândia confirmar Jóhanna Sigurðardóttir como primeira-ministra e, consequentemente, primeira chefe de governo assumidamente homossexual do mundo (tiveram outros, a gente sabe, mas não conta ;) , agora é a vez de Carol Ann Duffy ser nomeada poetisa laureada do Reino Unido. Carol é mãe, escocesa e lésbica e agora é responsável por poemas para eventos oficiais. You go, girl!

Vindo do mesmo país que prendeu Oscar Wilde no final do século retrasado, até que foi um avanço e tanto.

Ah, e a Suécia acabou de legalizar o casamento gay também.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Onde você estava?

Eu queria postar o assunto de hoje há séculos, mas como era ligado ao dia de hoje, eu tinha que esperar. Eu estava quase desistindo de postar - para quê desperdiçar um assunto legal num feriado, dia com baixos acessos? - quando li as memórias do aprendizado no milho no blog do Sérgio Ripardo e como ele associou isso ao casamento da Lady Di.

No dia 1º de maio de 1994, todo mundo ouviu o Galvão Bueno chorando ao vivo ao anunciar a morte do Ayrton Senna. Você lembra onde você estava quando ele morreu? Nessa época, eu ainda era um bom menino católico. Era manhã de domingo, então eu estava na missa. Meu irmão veio me buscar e me contou do acidente no caminho para casa.

E a morte do Cazuza. Eu recebi a notícia da morte dele em Maricá, onde a gente tinha casa. Os vizinhos ouviram no rádio e contaram para mim e para minha mãe.

Para fechar o ciclo, quando a Lady Di morreu, eu estava em casa com meu irmão, vendo um jogo de futebol. Nossos pais tinham saído.

Se algum leitor quiser compartilhar alguma lembrança parecida, sinta-se a vontade na caixa de comentários.

Unite and take over

Neste primeiro de maio, eu podia estar enchendo linguiça no blog, copiando algum texto da wikipedia sobre a origem da celebração, mas como o blog não tem pretensão alguma de ser um portal ou centro de referências sobre qualquer outra coisa além de mim mesmo, prefiro compartilhar uma boa notícia que coincidiu de chegar hoje.

Lembram-se daquele bico que eu arranjei no final do ano passado e que mal durou um mês? Então, eu já dava essa fase como superada. Eis que, do nada, recebo uma ligação via Skype da minha ex-chefe. Não posso adiantar muita coisa. Não é para trabalhar com ela, mas envolve uma coisa mais dentro da lei. Foi muito legal saber que, mesmo tendo ficado só um mês com ela, eu consegui causar uma boa impressão suficiente para ela lembrar de mim novamente nesta hora.

Isso não está 100% certo ainda, mas se acontecer, vou rasgar aquele plano de ir fazer uma nova graduação em São Paulo e fico por aqui mesmo (mas ainda não desisti de mudar de área).

Engraçado esse convite vir justo no dia do trabalho. Ontem mesmo eu passei na porta de um antigo trabalho meu, bem no horário que eu costumava sair. Bateu uma nostalgiazinha daqueles dois anos que eu fiquei lá. Eu tinha um chefe com quem eu também super me dava bem e o trabalho era divertidíssimo, mesmo não pagando muito. Eu tendo a me dar bem com meus chefes e colegas. Só naquele aeroporto maldito que eu era cercado de idiotas.

Num poste perto da TW

Não precisa ser alfabetizado!